“A teologia da prosperidade é demoníaca” Ronaldo Didini em entrevista
Depois de reaparecer na televisão, agora ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, Ronaldo Didini repudia parte do que acreditou no passado.
Nos últimos meses, a notícia de que uma igreja assumiria o controle de mais um canal da TV brasileira causou burburinho.
Trata-se da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), comandada pelo seu apóstolo Valdemiro Santiago, egresso da Igreja Universal do Reino de Deus. A denominação assumiu o controle da Rede 21. Um dos grupos neopentecostais com crescimento mais rápido no país, a IMPD iniciou as transmissões disposta a se expandir ainda mais. O slogan da nova emissora – “Vem pra cá, Brasil” – já sugere o caráter do empreendimento. O carro-chefe da programação são os cultos, cheios de imagens de exorcismo e curas, promovidos por Valdemiro. Na telinha, ele chama as pessoas à plataforma, abraça-as e chora com elas, num ambiente que mistura comoção e alguma histeria. O investimento da IMPD em mídia é mantido em sigilo absoluto, mas comenta-se no mercado que chegaria a 4 milhões de reais mensais.
Tamanho investimento vale a pena? Para o pastor Ronaldo Didini, sim. Quando a Igreja Universal comprou a Record, há quase 20 anos, foi ele, na época pastor da denominação de Edir Macedo, quem esteve à frente das negociações. Naquela emissora, comandou o 25ª hora, programa que marcou época na radiodifusão evangélica. Dali, ligou-se à Igreja Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, onde colaborou na implantação da Nossa TV e da Rede Internacional de Televisão (RIT). Agora, depois de servir de interlocutor e sacramentar o negócio entre o Grupo Bandeirantes e a Mundial, ele é o gestor da Rede 21. Inteligente e bem articulado, Didini apresenta o programa Hora Brasil, exibido diariamente entre meia-noite e 1h30. “É uma continuação do que fazia no 25ª Hora”, define.
Aos 51 anos, casado e pai de duas filhas, Didini considera a televisão um poderoso instrumento para a evangelização. Sua trajetória chama a atenção não apenas por sua especialidade em TV evangélica, mas também por sua migração denominacional. Tendo peregrinado por igrejas como Universal, Graça e agora a Mundial do Poder de Deus – fora o período em que esteve em Portugal, onde montou a dirigiu a Igreja do Caminho –, ele conhece como poucos o mundo do neopentecostalismo. “Não nego meu passado, mas amadureci”, diz o religioso. Hoje, Didini é um detrator da teologia da prosperidade, que, segundo ele, é um câncer que está consumindo a Igreja brasileira. “E muitos pastores a defendem abertamente em rede nacional. É o que existe de pior na televisão do país”, critica. O religioso recebeu a reportagem de CRISTIANISMO HOJE em sua nova casa no bairro do Morumbi, em São Paulo:
CRISTIANISMO HOJE – O senhor tornou-se uma referência para a m´dia evangélica por ter comandado o 25ª Hora, exibido pela Rede Record nos anos 1990. Como foi aquela experiência?
RONALDO DIDINI – Foi uma experiência riquíssima, tanto do ponto de vista religioso como sociológico. Aquela foi a primeira vez que pastores evangélicos discutiram abertamente com a sociedade todos os problemas do nosso tempo. Quebramos barreiras, pois deixamos claro que o evangélico é um cidadão como qualquer outro. Ali, falávamos abertamente sobre qualquer assunto, como sexo e política, coisas então consideradas tabu em nosso meio, sem perder o compromisso com os valores da Palavra.
Como o senhor avalia a programação evangélica feita hoje no Brasil?
O que existe de melhor, a meu ver, é a combinação que a Igreja Mundial do Poder de Deus faz entre proclamação da Palavra e demonstração do poder de Deus. Também gosto de alguns programas que estudam a Bíblia nas madrugadas. Um exemplo são os programas de Silas Malafaia naquele horário, onde ele recebe pastores e gente interessante. Os peixes mais graúdos são os que estão ligados na madrugada. Quando alguém prega com mansidão e de maneira equilibrada nesse horário, em que a pessoa liga a TV porque precisa ouvir a Palavra, não há quem não se quebrante.
Com a entrada maciça dos evangélicos na televisão, não há uma “guerra santa” pela audiência?
Não creio. Por mais que o homem fale, quem está no controle da Igreja é o Espírito Santo. Mas podemos fazer uma leitura diferente do que acontece no Brasil. Em 1985, acabou o regime militar. As pessoas esperavam por algo novo, desejavam mudanças, inclusive na esfera espiritual, já que a presença católica era hegemônica. A abertura também trouxe esse novo momento, em que as igrejas passaram a ter liberdade para usar os meios de comunicação. Houve imaturidade, inconsistência? Sim. A sociedade e a Igreja não souberam medir isso. Por outro lado, a liberdade foi também exacerbada. Há dez anos, as crianças estavam dançando na boquinha da garrafa por causa da TV. Hoje, amadurecemos e não se vê mais isso. Acho que o mesmo aconteceu com a Igreja Evangélica em seu crescimento; agora, é preciso colocar os pés no chão.
Comenta-se à boca miúda que R.R.Soares paga R$ 5 milhões mensais à Bandeirantes e que Malafaia desembolsa outro tanto. Há informações de que sua igreja teria um investimento em TV estimado em 4 milhões por mês. Essas cifras são reais?
Não acredito que sejam reais, até porque, nesse caso, o mercado seria super-inflacionado e não haveria condições de se pagar tanto. O próprio mercado publicitário não teria condições de concorrer com esses valores. Vivo no meio e posso dizer que falam de números muito mais altos que os reais.
O Hora Brasil tem a mesma proposta do 25ª Hora?
O Hora Brasil funciona como se fosse um termômetro. Obviamente, do 25ª Hora para cá, a sociedade evoluiu muito. Hoje, cerca de 30% da população é evangélica. Eu chamo a sociedade para dialogar sobre assuntos religiosos, médicos, problemas sociais. Estou fazendo jornalismo e já pude observar algo interessante: uma preocupação generalizada com a preservação da família. Pessoas com as mais diferentes linhas de pensamento estão preocupados com o destino das famílias, com seus valores – ao contrário do que a mídia em geral incentiva, que é a falta de compromisso, a infidelidade conjugal, o individualismo e a libertinagem, que tanto marcam nosso tempo. Mas o Brasil não é uma Sodoma ou Gomorra. Isso é resultado do esforço feito ao longo dos anos por homens e mulheres de Deus para pregar o Evangelho, e que levou ao boom dos crentes na mídia. Os especialistas criticam esse avanço, mas ele é uma âncora de valores há muito esquecidos e desprestigiados. Infelizmente, esse avanço tem dois lados: o positivo, do qual já falei, e o negativo, que são os escândalos. Mas Jesus já disse que escândalos viriam. Temos que nos preocupar com os “ais” que os sucederão, para que não sejamos seus causadores. É preciso haver limites.
Quais são esses limites?
Fiquei assustado com o que fez o pastor Marcos Feliciano em seu programa. Ao mesmo tempo em que pregava o Evangelho, ele anunciava terrenos para as pessoas comprarem em prestações, dizendo que Deus abençoaria aquela compra. Isso ultrapassa o limite. Ao mesmo tempo em que se anuncia a salvação, vincula-se isso à venda de produtos para receber a bênção de Deus. Lógico que aquele comercial está sendo pago. Feliciano ultrapassou a barreira ética. Para mim, isso é o que existe de mais vulgar na teologia da prosperidade. A igreja precisa de fundos? Sim. Mas de onde vêm? Dos dízimos e ofertas. Apenas eles têm fundamento bíblico. Sem esse pastor perceber, creio que o próprio Deus o fez tropeçar para expor a nudez desses cruéis ensinos. A teologia da prosperidade é um câncer no segmento evangélico.
Por que o senhor critica tanto a teologia da prosperidade?
Porque ela é demoníaca. Penso que os líderes evangélicos deveriam se unir e dar um basta nesses ensinos. A teologia da prosperidade bateu no fundo do poço e já deveria haver uma conscientização de muitos líderes acerca disso. Todos que optam por esse caminho ficam satisfeitos apenas em ir bem financeiramente, não ter sofrimento de nenhum tipo. Querem ficar independentes, achando que não precisam de mais nada. Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deus e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural. Com o tempo, tal mensagem se desgasta e o resultado está aí. Eu fui missionário em nações muito pobres da África. Por que a teologia da prosperidade não funciona lá? Para responder essa questão, o teólogo da prosperidade não está preparado. Se não funciona lá, ela é antibíblica. Jesus falou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Ora, se a teologia da prosperidade fosse bíblica, todos seriam ricos e quase ninguém acabaria salvo. Pregar e acreditar na teologia da prosperidade é como construir um castelo na areia ou fazer um gigante com pés de barro – mais cedo ou mais tarde, tudo cairá.
Mas durante muito tempo o senhor militou em igrejas propagadoras da teologia da prosperidade... Quem mudou, suas ex-igrejas ou o senhor?
Não mudei o meu pensamento. Foi a obra do Espírito Santo que me amadureceu. Sou muito grato por tudo que recebi na Igreja Universal e na Igreja da Graça. Não tenho nada contra essas instituições e nem contra seus líderes. Minha diferença é doutrinária. Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso, sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso do que a Bíblia. O catolicismo está cheio de exemplos assim. Todos os padres sabem que não é uma bula papal que pode dizer que o líder é infalível ou que Maria subiu ao céu com seu corpo. Mas o sistema Católico Apostólico Romano requer que essa doutrina seja aceita, e muitos a defendem em nome desse sistema.
O senhor não teme ser considerado ingrato por seus ex-líderes?
Como eu disse, nada tenho contra Macedo ou Soares. Tanto, que quando eu saí da Universal, foi como que se perdesse meu chão. A Iurd para mim era mais importante que qualquer outra coisa na vida; eu amava aquele ministério, dava minha vida por ele. Depois, conheci a Igreja da Graça. O missionário Soares me ajudou muito naquela época, pastoreando minha vida por dois anos. Foi um verdadeiro pai, preocupando-se com minha alma, porque eu não estava bem espiritualmente. A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo. Continuei caindo e bati no fundo do poço quando abri a igreja lá em Portugal [a Igreja do Caminho, inaugurada por Didini em Lisboa em 2003]. Estava sozinho com minha mulher e duas malas de roupas começando uma igreja na periferia. Então, aprendi que ou dependia de Deus ou o meu ministério ia acabar. Deus me ensinou muito naqueles cinco anos, até me colocar ao lado do apóstolo Valdemiro.
O bispo Renato Suhett, que saiu atirando da Universal e até abriu uma igreja onde criticava abertamente o que chamava de “sistema religioso” montado por Edir Macedo, acaba de voltar à Iurd. O senhor já foi chamado para retornar á Universal?
Nunca fui chamado para retornar à Igreja Universal, até porque já disse publicamente que não tenho interesse em regressar. Aqui, na Mundial, é como que se eu tivesse voltado para a Iurd em que comecei nos anos 80, uma igreja viva. Creio que, se o Suhett voltou, sabe o que está fazendo. Mas eu estou em casa agora.
Rupturas no seio neopentecostal são comuns. Macedo e Soares começaram juntos na Cruzada do Caminho Eterno, saíram e fundaram a Universal, de onde o último desligou-se para fundar a Igreja da Graça. Valdemiro também é oriundo da Universal; o próprio Macedo começou na Nova Vida, de onde também saiu Miguel Ângelo, que dali fundou a Cristo Vive. As justificativas para a dança de cadeiras são sempre semelhantes, como a de divergências teológicas ou mudanças de visão – contudo, as novas igrejas que surgem acabam trazendo muito das denominações de origem, inclusive os aspectos que criticavam. O que acarreta tantas rupturas?
Uma árvore pode ter muitos ramos, muitos galhos. O importante é observar o que Jesus fala em João 15, e estar alicerçado nos ensinos de Cristo e na prática da verdade. Quando a igreja nasce pela vontade humana, para ser uma maneira de levar a vida, é complicado. Paulo também defende sua autoridade apostólica em Cristo. Por isso, não interessa quem pregou, se foi Paulo, Pedro ou Apolo – o importante é estar firmado em Jesus. No fim das contas, vejo que muitas ramificações poderiam ser evitadas se houvesse menos vaidade humana e mais compromisso com a videira verdadeira que é Jesus.
Então, as divisões acontecem porque cada um quer ter seu próprio espaço?
Nem sempre. O que o dedo faz, os olhos não podem fazer. Não importa a função de cada um; importa que Cristo seja o cabeça do corpo. A Igreja Mundial, por exemplo, tem uma função que as outras igrejas mais tradicionais ou adeptas de ensinos não ortodoxos não podem cumprir. Mas no momento em que algum órgão do corpo adoece, todo o organismo passa a sofrer. A Igreja de Cristo hoje precisa se voltar para a mensagem original e entender o recado: o agricultor é o Pai e a videira aqui é Jesus. Então, vamos parar de vaidade! Eu, por exemplo, quando assumi a Igreja Internacional da Graça de Deus em Portugal, tornei-me vice-presidente vitalício da denominação. Poderia hoje reivindicar isso, já que nunca renunciei. Mas jamais chegaria lá e tentaria tomar a igreja. O verdadeiro pastor é Jesus. Acredito que se existir essa consciência, haverá menos ramificações.
Pode explicar como foi sua adesão à Igreja Mundial?
Sou amicíssimo do apóstolo Valdemiro. Talvez seja uma das pessoas mais chegadas a ele, fora sua família. Mas não vim para cá só pela amizade. Nunca daria certo. Primeiro, reconheci que a Mundial era um movimento de fé muito forte, e depois comecei a observá-la. Fiz quatro viagens para o Brasil e observei claramente o reavivamento bíblico no século 21. Depois veio a fase mais difícil, a de submeter-me à autoridade espiritual dele, sendo seu amigo. Então, peguei a chave da minha igreja e dei na mão dele, dizendo: “Seu trabalho é maior que o meu. Você é mais importante que eu em Portugal”. E vim para ajudá-lo com os dons que Deus me deu. Acredito que estou em uma fase na qual Deus não quer me ensinar mais. É hora de dar frutos, pois ele já investiu muito em mim.
O senhor tem salário na igreja?
Não. Tenho funções executivas na Igreja Mundial, mas não sou funcionário, não recebo qualquer benefício financeiro.
Então, de onde vem seu sustento?
Sou contratado como jornalista pela Rede Bandeirantes. Pela misericórdia de Deus, eu moro numa boa casa, tenho um bom carro, visto boas roupas; mas nada disso me pertence, tudo é dado pelo Senhor. Por isso, posso exercer com liberdade minha vocação. Aliás, esse foi o motivo por que saí da Graça. Comecei a me sentir um funcionário da igreja, sem aquele algo mais, sem um desafio. Eu tinha o mais alto salário, carro à disposição, liberdade para pregar em qualquer lugar; todos os pastores da Graça me tratavam muito bem, eu era sempre recebido com festa. Mas não me sentia bem como executivo, com tarefas meramente burocráticas dentro de uma organização. Resolvi sair. Hoje, aprendi a lição.
Quando estava em Portugal, o senhor se queixava de que os evangélicos brasileiros enfrentavam muitas restrições lá. Essa situação ainda persiste?
Persiste e piora. Digo isso por causa dessa lei xenófoba da imigração. Quase não são liberados vistos para brasileiros. O segundo problema gravíssimo que presenciei lá, quando participei de um congresso da Assembléia de Deus portuguesa, é que não há comunhão entre a Assembléia de Deus brasileira e a de lá. O pastor Joel, filho do José Wellington [presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil], esteve presente também. As lideranças portuguesas não aceitam os pastores brasileiros que são enviados para lá. Como o Brasil se tornou um exportador de missionários, maior é a rejeição. No mundo inteiro, especialmente na Europa, igrejas com lideranças brasileiras atraem apenas público brasileiro. As únicas exceções são trabalhos com negros, que são imigrantes também, vindos de lugares como Cabo Verde, Quênia, Jamaica, Nigéria.
Fonte: Cristianismo Hoje, via Notícias Cristãs
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Você já parou para pensar com qual personalidade evangélica você tem mais afinidade? Através deste quiz, você dá a sua opinião sobre "frases jargão" de várias pessoas do meio cristão, classificando cada uma delas em diferentes níveis, que vão de "Heresia" a "Unção da Sabedoria".
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O novo CD do cantor Robinson Monteiro, intitulado “Em Todo Tempo Louve”, conta com a participação do Pr. Marco Feliciano, na faixa “Estou em Tuas Mãos”, versão da música “My Life In Your Hands”, de Kirk Franklin. Segundo trabalho do artista pela Line Records, o álbum reúne os estilos pentecostal e soul, com composições assinadas por Anderson Pontes, Elizeu Gomes, Josué Teodoro, entre outros.
“Quando recebi o convite para participar do CD da mais linda voz soul do gospel brasileiro, Robinson Monteiro, confesso que pensei se tratar de uma pegadinha, pois sou fã incondicional da voz e da unção de Deus que está sobre este levita. Quando percebi a seriedade do trabalho e esta fase fervorosa de fé do Robinson, não hesitei, aceitei, gravei e quem ganha com isso, com certeza, é o publico gospel. Parabéns ao Robinson e à Line Records. Obrigado pela oportunidade”, declarou o Pr. Marco Feliciano.
Segundo o próprio Robinson, seu primeiro trabalho contribuiu para que o mercado evangélico percebesse que ele era um adorador do Senhor, mas “Em Todo Tempo Louve” revela que o cantor verdadeiramente nasceu para servir a Deus através de um ministério. O artista garante que um dos maiores sucessos será a música “Quem Te Viu e Quem Te Vê”, letra composta por Vanilda Bordieri que foi cedida exclusivamente a ele.
“Meu novo trabalho está mais maduro, não só musical, mas principalmente espiritual. É aquilo que a Bíblia diz: ‘Prossigamos em conhecer a Deus’. Você vai se aproximando mais da palavra e Deus automaticamente concede maturidade. Creio que esse disco vai ser o divisor do meu ministério”, explica o cantor.
Fonte: Assessoria de Imprensa Line Records
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Cada dia ficam mais raras reuniões silenciosas ou comedidas nas igrejas evangélicas. Os cultos "barulhentos" são a onda dos últimos tempos, pois muitos acreditam que quanto maior o volume, mais fogo, mais unção e poder. Entretanto, pesquisas realizadas nos EUA demonstram que quanto maior o nível de decibéis que o ser humano é exposto, maior a probabilidade de contrair enfermidades físicas e psicológicas, como o estresse e até mesmo a impotência sexual. Confira um artigo sobre o assunto.
No início da semana passada o blog [Púlpito Cristão] preparou uma enquete com a pergunta: “Na sua opinião, quem grita mais?”, e entre as opções estavam Marco Feliciano, pastor Silas Malafaia, Gilmar Santos e, na quarta opção (para ver se conseguia quebrar o galho deles), o fã clube da dupla Zezé di Camargo e Luciano. A enquete terminou hoje com o seguinte resultado:
Em primeiríssimo lugar com o troféu "gogó de ouro" ficou o pastor Marco Feliciano, com 36% dos votos. No segundo aconteceu algo incrível: houve um empate! Silas Malafaia e o fã clube do Zezé e Luciano, empataram com 27% dos votos. Em último lugar apareceu Gilvan Rodrigues, com 9% dos votos (talvez devido à falta de popularidade, sei lá...).
Agora vamos falar sério um poquinho. Eu até posso entender que a postura vocal de um pregador está muito relacionada ao caráter daquele pregador. Algumas pessoas tem um comportamento natural, espontâneo, sanguíneo, e esse comportamento certamente vai refletir em uma forma de pregar mais dinâmica, extrovertida. Outros são melancólicos ou fleumáticos e por causa disso possuem um estilo vocal mais parcimonioso. Mas gente, venhamos e convenhamos: Essa galera grita demais!
EFEITOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS DA POLUIÇÃO SONORA
Uma pesquisa nos EUA mostrou que jovens expostos a um ruído médio inferior a 71 decibeis, entremeados com pulsos de 85 decibeis só a 3% do tempo, tiveram aumentos médios de 25% no colesterol e 68% numa das substâncias provocadoras de estresse: o cortisol. Mas já a partir de 55 decibeis acústicos a poluição sonora provoca estresse, segundo a Organização Mundial de Saúde. Pelo nível de ruído das nossas igrejas, podemos entender porque o estresse tem se tornado tão comum no meio evangélico, surgindo ou agravando arterioscleroses, problemas de coração e de doenças. Fernando Pimentel de Souza, professor da UFMG, especialista em Neurofisiologia e membro do Instituto de Pesquisa do Cérebro, UNESCO, inclui entre os efeitos da exposição aos altos decibéis a “sonolência, fadiga, diminuição da produtividade e problemas de relacionamento social e familiar. Ele acrescenta:
“Se o ruído é excessivo, o corpo ativa o sistema nervoso, que o prepara contra o ataque de um inimigo invisível, sem pegadas, que invade todo o meio embiente pelas menores frestas por onde passa o ar ou por toda ligação rígida à fonte ruidosa. O cérebro acelera-se e os músculos consomem-se sem motivo. Sintomas secundários aparecem: aumento de pressão arterial, paralisação do estômago e intestino, má irrigação da pele e até mesmo impotência sexual” ¹
Também é bom lembrar que um rítmo repetitivo de fala, entre 42 a 72 golpes por minuto (semelhante ao coração humano) é comprovadamente hipnótico e pode gerar uma alteração do estado de cosnciência, tornando-a até 25 vezes mais sugestionável. Com base nisso, podemos entender melhor alguns fenômenos “espirituais” que acontecem durante a pregação de alguns avivalistas.
Contudo, o pior problema da pregação contemporânea não é o som alto, e sim a má qualidade dos sermões pregados. Saúde, prosperidade e muita “unção” são os temas recorrentes dos mensageiros da atualidade e a pregação cristocêntrica vai ficando cada vez mais esquecida. É triste ver alguns pregadores que eram considerados homens de Deus, defensores da ortodoxia cristã, tão entregues à doutrina da prosperidade.
Somente para corroborar o que estou dizendo: Faz exatamente uma semana que estou acompanhando as pregações de um telepastor na Band, na esperança de ouvir um sermão evangelistico que seja, mas ao que tudo indica ele preferiu dedicar o horário para vender a "Biblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira", que ensina o crente a fazer negociatas com o Todo Poderoso. Uma pena, pois enquanto esses pregadores fazem seus espetáculos na tentativa de promover a própria imagem, o evangelho é deixado de lado e consequentemente milhares de pessoas que poderiam ser transformadas pela Palavra de Deus vão dormir sem conhecer o salvador Jesus. É uma pena...
Ah, e antes que eu esqueça. Acerca da teologia da prosperidade é bom lembrar-nos que quem oferece o mundo em troca de adoração é o diabo, e não Deus (Mt 4.9-10).
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1. Para saber mais sobre poluição sonora:
http://www.icb.ufmg.br/lpf/pfhumanaexp.html#14
Fonte: Púlpito Cristão
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Pr. Marco Feliciano encontra Reverendo Caio Fábio
“Ouvi palavras profundas e carregadas de amor fraterno", diz Marco Feliciano
Pr. Marco Feliciano e Rev. Caio Fábio
O pastor Marco Feliciano esteve, na semana passada, com o reverendo Caio Fábio, uma das lideranças evangélicas mais conhecidas do país. O encontro ocorreu na residência do reverendo, em Brasília, onde discutiram sobre a igreja e os caminhos das lideranças. “No aconchego de seu lar, fui recebido como um irmão, porém nunca nos havíamos falado”, lembra o Pr. Marco.
Foram duas horas de conversa, durante as quais Feliciano pôde conhecer um pouco mais de Caio. “Ouvi palavras profundas, arraigadas em Cristo e carregadas de amor fraterno. Pude conhecer um pouco da alma deste pensador, e suas palavras se misturam com uma poesia incrível”, lembra. Conceitos, valores, a igreja moderna, o Evangelho: tudo passa pelo pensamento de Caio Fábio. “Com tanta bagagem assim, é claro, não deixou de me aconselhar e instruir, o que ouvi com reverência”.
Feliciano diz que se emocionou várias vezes durante a conversa, inclusive ao ouvir o desabafo de um líder que foi ferido, machucado. “Porém, como diz o poeta cristão, ‘os mais belos hinos e poesia foram escritos em tribulação’”, lembra. Talvez por isso, o reverendo se mantém de pé até hoje.
“Descobri que sua história começa em Manaus, quando, ainda aos 18 anos de idade, já começava a aparecer na TV. Hoje, com 54 anos, tem uma história que precisa e deve ser respeitada. Pregador e conselheiro de nações, urge que sua voz profética ressoe nos ouvidos desta geração jovem. Muitas vezes fui acalentado pelo doce Espírito Santo enquanto ouvia suas mensagens”, conta o pastor Marco.
Fonte: www.marcofeliciano.com.br
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Fonte: Site Pr. Marco Feliciano
Amigos e irmãos, o cantor Marcelo Aguiar e o Pr. Marco Feliciano se uniram para gravar uma versão inédita da música "Me dá o Poder de Filho"
Uma amizade sem nenhum interesse em nenhuma área, junta dois grandes nomes do mercado Gospel.
Pr. Marco Feliciano e Marcelo Aguiar se conheceram pessoalmente no início de 2008, em um culto na cidade de Belo Horizonte. Depois deste encontro, nunca mais se deixaram, cultivando assim uma grande amizade que pode ser confirmada por todos que os rodeiam.
"Neste mesmo dia em BH, Marcelo cantou "Me dá o Poder de Filho". Este louvor me tocou profundamente. Marcelo é uma pessoa simples e sincera. Um grande homem de Deus. Não é difícil amar este servo." Falou, emocionado o Pr. Marco.
A idéia de gravarem juntos uma versão inédita da música, veio logo após este encontro. O Pr. Marco conversou com Marcelo sobre esta possibilidade,de tornar este sonho,uma realidade, o cantor logo aceitou a idéia. Sendo assim resolveram gravar juntos.
"Me dá O Poder de Filho" tem um valor muito especial. Foi meu primeiro louvor Gospel que surgiu logo após uma pregação da Bispa Sonia sobre o tema. Só alguém muito importante para mim, como o Pr. Marco, para gravar esta música comigo." falou à nossa redação o cantor Marcelo Aguiar.
A versão teve sua primeira apresentação, com os dois juntos, na Marcha para Jesus de São Paulo deste ano. Logo depois estreiou no Clip Gospel o videoclipe que mostra estes dois homens de Deus em um encontro de amigos.
Veja o vídeo e deixe sua opinião:
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