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Flávio Bezerra (PMDB-CE) já se instalou no gabinete.
Bens de Clodovil foram retirados pela Câmara.

O deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE) se instalou nesta semana no gabinete que pertencia ao deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), que faleceu neste mês. Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus desde 1988, ele defende posições polêmicas em relação aos pensamentos religiosos, como a descriminalização do aborto.

Bezerra não teve a possibilidade de ficar com a decoração peculiar que Clodovil fez no gabinete. Todos os bens do deputado morto foram retirados pela Câmara porque pertencem a seu espólio. Segundo Bezerra, restou de lembrança do colega apenas uma divisória branca com uma porta, segundo ele, de “bom gosto”. O deputado do PMDB irá manter essa única “herança."

O parlamentar que ocupa o espaço físico que era destinado a Clodovil pede para trocar de gabinete desde o início de 2007 e era o primeiro da fila que a Câmara cria para estas situações. Bezerra afirma ter trocado apenas uns "bom dia" e "boa tarde" com o colega Clodovil.

Sofá branco com brasão da República era um dos objetos de decoração do antigo gabinete de Clodovil.

Com mais de 20 anos com militância dentro da igreja, Bezerra já ocupou postos em diversos estados brasileiros e no continente africano. Questionado se é favorável ao aborto, o parlamentar mostrou sua “independência” em relação à religião.

“Acho que tem de se colocar no lugar da moça. Não dá para ficar aí fazendo lobby. Tem que se colocar do lado da pessoa para sentir todo o processo. Essa gravidez vai destruir a vida da mãe e aquela vida que está para chegar porque não vai haver amor. Quantos casos temos de delinqüência juvenil, de pessoas atrás das grades, de tudo isso que está acontecendo por falta de amor?”, disse o deputado do PMDB ao G1.

Bezerra destaca que sua posição favorável ao aborto é diferente do que defende a Igreja da qual participa. Seu mandato, aliás, não tem vinculação forte com a bancada evangélica. Ex-pescador, o deputado do PMDB tem nessa área seu foco de trabalho, sendo o primeiro presidente da Frente Parlamentar da Pesca. Recentemente, ele presidiu a comissão que analisou e aprovou um projeto que transforma a secretaria especial da Pesca em Ministério.

Fonte: G1, via Notícias Cristãs

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A direção da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), composta dos pastores presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, da pastora e dos pastores sinodais, reunida de 10 a 13 de março, divulgou seu posicionamento sobre o caso do estupro, a gravidez de uma menina de nove anos e sua interrupção, ocorridos em Recife. O fato provocou uma ampla discussão na imprensa nacional e internacional em torno da família, da decisão da equipe médica da Universidade Estadual de Pernambuco e da decisão do arcebispo de excomungar a mãe da menina e a equipe médica que a atendeu.

A carta pastoral, assinada pelo pastor presidente da IECLB, Walter Altmann, traz um Discernimento ético a partir de uma perspectiva evangélica de confissão luterana e expressa a convicção de que "Deus, em sua graça, permite, em situações extremas como essa, opções carregadas de mal - pois o aborto certamente não é um bem - e as acolhe como expressão de um servir responsável ao próximo em necessidade", na busca de compreensão da situação complexa e conflitiva.

O documento afirma a concordância de "que a legislação brasileira contemple a possibilidade de interrupção da gravidez em casos de estupro ou risco de vida para a mãe", sem avalizar simplesmente essa solução como norma moral geral, caso em que não respeitaria o critério de que a decisão devesse ser tomada pelas pessoas implicadas, em responsabilidade própria. Compreende que a autoridade eclesiástica católica tenha imposto "a excomunhão da mãe da criança grávida, que autorizara o aborto, e da equipe médica que o efetuou" e defendido essa decisão com veemência. A IECLB entende que a "escolha deverá recair então naquela alternativa que, a melhor juízo, preserve os valores da dignidade humana e sirva à vida".

Sem entender-se como guardadora da moralidade ou responsável pela punição, a IECLB reconhece que os atos de violência sexual contra uma criança, por parte de seu padrasto, devem julgados a partir da legislação vigente e punidos pela lei penal brasileira. No entanto, o seu julgamento deve considerar um contexto maior de violência que existe na sociedade em geral, sem se deixar mover apenas pela ira e pela vontade de vingança, mas criando a possibilidade de suscitar um debate mais amplo sobre a realidade vivida em nosso país. Sem perder de vista que o criminoso, enquanto criatura de Deus, também está submetido ao juízo divino que, em sua misericórdia, pode transformar sua vida.

A carta revela preocupação com as pessoas envolvidas e com o impacto deste fato na sociedade, por isso insiste na "atenção preponderante devida à criança que é, indubitavelmente, vítima dessa violência, e carecerá por longo tempo de todo apoio médico, psicológico e espiritual que lhe possa ser prestado, para se desenvolver livre de culpas. Nunca é demais enfatizar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente em todas as suas implicações."

E dirige uma palavra de conforto à equipe médica que, atenta aos agudos riscos da gravidez da criança e devidamente autorizada, adotou o procedimento de sua competência. Enfatiza que os profissionais de saúde não são merecedores de juízos morais e incompreensões que lhes sobrecarreguem as consciências, mas de conforto espiritual nas angústias oriundas de seu trabalho, com vítimas da violência e em risco de vida. E, por último, dirige um apoio irrestrito à criança e à sua mãe, que autorizou a interrupção da gravidez em sua filha, no centro dessa tragédia, carentes da solidariedade humana e da graça divina.

A íntegra do documento pode ser encontrada em:

luteranos.com.br

Fonte: SRZD, via Notícias Cristãs

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Charge muito relevante aos acontecimentos da última semana, relacionados à polêmica referente ao caso da excomunhão por parte da Igreja Católica da família e médicos de menina violentada. Veja o restante do post para ver a charge ampliada.



Fonte: Jasiel Botelho

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Por Caio Fábio

Minha posição eu a expressei aos 28 anos de idade, em um livro intitulado “Abrindo o Jogo Sobre o Aborto”, da Editora Betania.

Praticamente em quase nada mudei em minha posição desde então.

Nunca fiz aborto e nunca ninguém que comigo tenha conversado o fez.

Ao contrário, sou dos que adotam, não dos que abortam.

Creio que quem tenha real consciência do significado da vida e do Evangelho para a vida, esse tal não tem ânimo algum para fazer ou propor um aborto.

E, além disso, sempre que vi alguém que psicologicamente era fraca demais, e que, por isto, humanamente falando, pedia para fazer um aborto, eu mesmo me ofereci para adotar ou encontrei quem o fizesse.

Creio que um aborto sempre seja um atentado contra vida; e nada o fará ser outra coisa.

As bases bíblicas e “teológicas” você as encontrará em meu livro acima citado.

O que digo, não sobre o Aborto, mas sobre o modo como se o trata, é o seguinte:

1. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, assim como sou contra o homicídio, o suicídio, o infanticídio, a pedofilia, etc. — creio que a decisão de abortar ou não é de cada pessoa; e creio que não cabe a ninguém fora do âmbito familiar, meter-se na questão, a menos que seja chamado.

2. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, julgo ser um crime contra a consciência individual que a Igreja ou o Estado legislem ou criminalizem quem quer que, pela ignorância ou pelo desespero e desamparo, assim decida fazer.

3. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, acho que tal decisão é sempre dramática para quem tem que fazer com dor e consciência; portanto, é uma coisa de cada um com Deus; e penso que quem não sente nada ao fazer, esse tal com Deus haverá de se entender.

4. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, não creio que Jesus jamais tratasse alguém que tivesse..., ou tenha feito um aborto, conforme o Bispo de Olinda [Ófeia!] o fez.

5. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, reconheço que nos dias de Jesus muitas mulheres faziam abortos, mas que, apesar disso, Ele nunca falou no assunto.

6. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, defendo que todos sejam instruídos sobre o significado da vida e das possíveis conseqüências físicas e psicológicas para a mãe em um aborto —; e que por eu mesmo ser contra o aborto, creio que tal instrução deve ser ensinada nas escolas, nas igrejas, e, sobretudo, como mídia paga pelo governo.

7. Que embora eu mesmo sendo contra o aborto, assevero que tal decisão não tem fórum para além da família e da consciência das pessoas.

Além disso, também creio que parte do problema decorre do falso moralismo que, temendo hipocritamente estimular relações sexuais, não fala dos preservativos e contraceptivos.

Assim, preferem pensar que os meninos e meninas não transam.

Então, como avestruzes, enfiam a cabeça no buraco e pensam: “Nada está acontecendo aqui dentro do buraco!”

Isto para depois perguntarem assustados e surpresos:

“Por que será que meu traseiro está cheio de bala? Lá no meu buraco eu não via nada disso acontecer. Safadeza. Encheram meu rabo de bala enquanto eu estava seguro com a cabeça no buraco”.

Se formos fazer uma estatística, possivelmente verifiquemos que a maior incidência de meninas com gravidez indesejada esteja entre as classes bem pobres e as bem religiosas.

A Religião diz para não abortar, mas não ensina a não engravidar!

Creio que o aborto deveria ser descriminalizado, ao mesmo tempo em que também creio que o Governo e as Instituições que se ocupam da Vida, deveriam investir seus esforços na prevenção da gravidez indesejada, e, também, na instrução acerca das conseqüências psicológicas e, também, das dores de consciência que um aborto provoca em quem ainda tem uma.

Portanto, no caso Pernambucano, o que se deveria era deixar que a família decidisse, e não um Bispo que não sabe nem mesmo o que seja acordar a noite toda para cuidar de gêmeos de um estupro. O Bispo deveria pedir a guarda das crianças. Era o mínimo que ele deveria fazer se é contra o aborto.

Em se tratando de risco de vida para a mãe, creio que não haja o que discutir.

Um principio simples nesse caso é que uma vida existente e jovem é, em uma ética de escolha entre vida e vida, mais importante do que uma vida que ainda não veio a nascer.

É isto que penso!

O mais está lá no meu livreto!

Nele, que nunca abortou ninguém: nem os abortados e nem os que abortaram; posto que veja a todos com misericórdia; pois, quem não aborta como aborto, aborta como raiva, ódio, antipatia e até excomunhão, como foi o caso do aborto múltiplo que o Bispo praticou,

Caio

6 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

Fonte: Site Oficial Caio Fábio

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Danny Nalliah, que já contou com o apoio do ex-primeiro-ministro John Howard, afirmou nesta terça-feira (10) que a "proteção de Deus" deixou o estado de Victoria depois que o legislativo local relaxou as leis sobre o aborto.

TRAGÉDIA

Os incêndios que atingem o estado de Victoria, no sul da Austrália, já mataram 181 pessoas, mas as autoridades admitem que as mortes podem ser mais de 300. A tragédia vem causando comoção nacional, com relatos de bombeiros trabalhando por vários dias sem parar, voluntários participando dos resgates e milhares de desabrigados. Isso tudo não impediu o líder cristão Danny Nalliah de atribuir as mortes a um “castigo divino”.

“As reformas incendiárias na lei do aborto tornaram Victoria um estado matador de bebês”, afirmou Nalliah ao jornal The Age. “Agora a proteção de Deus foi tirada do estado, e Satã está agindo contra a nação”, completou. No fim do ano passado, os legisladores de Victoria aprovaram uma mudança na lei de aborto, descriminalizando a prática até 24 semanas e atrelando o aborto após esse período a um consenso entre dois médicos sobre as sequelas sociais, físicas e psicológicas que a manutenção da gravidez pode ter para a vida da mulher.

Danny Nalliah, nascido no Sri Lanka, é líder da igreja Catch the Fire Ministries (no Brasil chamado de Ministério Fogo no Altar), afiliada da Assembléia de Deus, e suas declarações tiveram grande repercussão por conta de suas ligações com membros do governo de John Howard, que antecedeu o atual, de Kevin Rudd. Em janeiro, durante as comemorações do Dia da Austrália, as pregações de Nalliah foram apoiadas pelo próprio Howard e por Peter Costello, ministro do Tesouro da Austrália, que ontem criticou Nalliah. “Ligar as mortes e o sofrimento das vítimas do incêndio a outros eventos políticos é aterrador, sem coração e errado”.

Nesta quarta-feira, a igreja de Nalliah começa uma semana de jejum e orações para protestar contra as reformas na lei de aborto outras “leis e práticas ímpias”.

Fonte: Época, via Notícias Cristãs

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