(Foto: Capa da Veja desta semana)
Confira o texto da assessora do Diante do Trono, que foi publicado na seção "Leitor" da revista Veja desta semana, em resposta às críticas da revista relacionadas ao caso da menina Lucélia.
A divulgação oficial de como a garota conheceu a nova família
Lucélia Rodrigues da Silva está em processo de adoção pela Prª Ezenete Rodrigues e por seu marido, Marcos Rodrigues, que reside na capital mineira.
Comovida com a história, durante o show, Ana Paula perguntou ao público o que a Igreja e a sociedade faziam por pessoas que sofrem, como Lucélia. Para sua surpresa, após o evento, o sobrinho de uma voluntária do Centro de Valorização da Mulher (Cevam) - instituição onde a menina morou por sete meses, se ofereceu para fazer o contato entre a pastora e Lucélia. Considerando a hora em que o show acabou e a viagem a BH, que seria na manhã seguinte, isso parecia impossível. Porém, ao chegar ao aeroporto, lá estava Lucélia, acompanhada por pessoas da instituição. Ela ficou hospedada em Belo Horizonte por quinze dias, recebendo cuidados e muita atenção. Até então, a palavra adoção de fato não fora pronunciada. O juiz da infância de Goiânia, Maurício Porfírio Rosa, deu a guarda de Lucélia por três meses a Ezenete.
Insinuações
O processo caminhou tranqüilamente até a publicação da reportagem. Na matéria foi sugerido que ela participou de um clipe conosco, o que não ocorreu, e que em troca a menina ganharia uma festa de aniversário. A comemoração foi feita, porém com o intuito de realizar um sonho da própria Lucélia, como um presente da nova família.
Parecer da Ana Paula Valadão Bessa
Sobre as acusações de que havia o interesse de Ezenete e da própria Ana Paula em se promover à custa da garota, a cantora é enfática: "É um absurdo a Lucélia ter de ser preterida pelo fato de ter saído na mídia. Ela não tem de sofrer uma discriminação e não ser ajudada por isso".
Iana Coimbra - Assessora de imprensa do Ministério de Louvor Diante do Trono
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Revista Veja - edição 2087 - 19 de novembro de 2008 - página 34 - painel Leitor, via Eliseu Antonio Gomes
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(Foto: Lucélia, Ezenete e Ana Paula Valadão)
Na última semana, após a repercussão da matéria da Revista Veja acusando Ana Paula, Ezenete e outros de exploração do caso da menina Lucélia, a revista publicou o texto de resposta de Ana Paula Valadão em seu site oficial.
Veja o que disse Ana hoje (17/11) em seu blog:
Ah, e por falar em afronta, uma vitória que Deus nos deu foi a publicação do meu texto no site da Veja, com fotos da Lucélia, e também o fato de a matéria sobre ela ter sido a mais comentada na semana passada. A todos que se manifestaram nos apoiando, e principalmente orando, muito obrigada.
Veja o link do texto no site da Veja:
A dor que tem hora para acabar Leia o Restante do Post e Comente!
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Leia a resposta de Ana Paula Valadão, publicada no site do Ministério de Louvor Diante do Trono, à matéria da Revista Veja sobre a menina Lucélia.
O QUE A VEJA NÃO VIU
"E não nos cansemos de fazer o bem..." Gálatas 6.9
É impressionante a capacidade que as críticas têm de nos abater. Eu gostaria que não fosse assim, mas acho que ainda estou crescendo e preciso aprender a "apanhar" sem esmorecer diante das falsas acusações. Afinal, enquanto tem gente por aí que parece viver para criticar, eu prefiro seguir fazendo o bem, e preciso continuar, porque as pessoas que Deus colocou em meu caminho para abençoar não têm nada a ver com os absurdos daqueles que só jogam pedras e tentam prejudicar o nosso ânimo.
Quando os jornais e TVs começaram a nos procurar sobre nosso envolvimento com a Lucélia, menina que foi liberta de um cativeiro em Goiânia e que está morando com a Pra. Ezenete, nós ficamos preocupados sobre como nossas palavras e atitudes seriam vistas, já que, infelizmente, muitas vezes a verdade é deturpada pelos veículos de comunicação. Mas, para nosso alívio, tanto a Globo quanto o SBT, Bandeirantes, e os mais influentes jornais impressos de todo o país, divulgaram a boa notícia de que agora, Lucélia encontrou uma família.
Para nossa triste surpresa, esta semana a revista Veja publicou um artigo muito infeliz. Infeliz porque não nos tratou com verdade. A matéria com o título "Dor sem hora para acabar" nos classifica como aproveitadores que exploram o sofrimento da menina, que segundo eles, parece não ter fim. É verdade que Lucélia sofreu pelo abandono de seus pais, sofreu nas mãos de Sílvia, sofreu ao ser levada a reviver seus momentos de agonia "testemunhando" suas dores diante de uma platéia na fábrica de biscoitos Mabel e sofreu ao ser levada a uma campanha política do PT; mas o que ela está vivendo conosco não tem nenhuma semelhança com nada disso. E Veja não teve ao menos a dignidade de me procurar para fazer qualquer pergunta, já que iria usar uma foto minha, que possuem em seu arquivo de uma antiga matéria que fizeram sobre o crescimento dos evangélicos no país.
Quando a repórter da Veja ligou para a Pra. Ezenete ela realmente não quis dar a entrevista. Ela tinha acabado de voltar de Portugal, onde mora um de seus filhos, e não tinha ainda nada acertado sobre o assunto, e muito menos conversado com a Lucélia. Aliás, ela nem tinha falado com o juiz, uma vez que a família ainda não tinha definido sobre a adoção. Sendo assim Ezenete pediu à jornalista Ana Beatriz Magno que nada fosse publicado ainda. Não havia definições. Mas assim que ela conversasse com o juiz, ela daria a entrevista com prazer. Porém, a repórter não voltou a procurá-la. Além disso, Ezenete tinha medo do que poderiam fazer com suas palavras naquele momento. E acho que ela tinha razão em temer a distorção. Uma das acusações da revista é de que a promessa de adoção não é tão certa assim. Naquela época, há mais de um mês, realmente não era. Mas nesse período muitas coisas aconteceram. O processo realmente é demorado, mas a Zê tem a guarda de Lucélia até janeiro, e conta com todo o apoio da direção do Cevam (Centro de Valorização da Mulher - instituição que abrigava Lucélia até ela vir morar em BH) e do juiz de Goiânia que tem acompanhado o caso da menina. Ou seja, tudo está caminhando bem, dentro do que nos foi orientado pelo próprio juiz, que acompanha a alegria de Lucélia com as notícias de sua nova vida.
Quanto à minha parte nesta história, desde o princípio tomei muito cuidado para não expor a Lucélia. Ela jamais subiu sequer no púlpito de nossa Igreja, e nem a nossa TV, a Rede Super, tinha feito qualquer matéria com ela, a não ser depois que todos os demais veículos começaram a nos procurar. Ou seja, não exploramos o fato de estarmos ajudando a Lucélia. Esse nunca foi nosso interesse. Depois do nosso primeiro encontro, no aeroporto de Goiânia, após o evento em que cantei ali, escrevi em meu Blog e coloquei uma foto do nosso abraço, com a menina de costas. Quando escrevi, foi para compartilhar sobre a experiência que mais me marcou naquela viagem: não foi a grandeza da multidão que encheu o ginásio, não foram as luzes do palco, mas o gesto de tocar uma pessoa que sofre. Minha intenção era, e continua sendo, não apenas "pregar" que nós cristãos devemos amar o nosso próximo, mas viver esta realidade. Testemunhei isso para incentivar as pessoas com o exemplo. Nem eu, nem a Ezenete, naquele momento, poderíamos imaginar que Deus tinha muito mais para nós fazermos pela Lucélia.
Sugerimos que ela viesse passar uns dias conosco em BH. Temos um sítio muito bonito, um lugar de paz, de restauração, e pensamos que seria bom para a Lucélia estar conosco ali um tempo. Para nossa surpresa, as autorizações judiciais vieram rapidamente, e ela ficou em BH por 15 dias. Foi só então que a possibilidade de adoção passou pelo coração de Ezenete, de seu esposo e de seus filhos, pois conviveram com Lucélia aqueles dias e quando ela foi embora, sentiram sua falta como se já fizesse parte da família. Aliás, era a menina quem pedia todo o tempo para ser adotada por eles, e já de volta a Goiânia, dizia para todos que agora tinha uma família, e escrevia para a Zê pedindo para chamá-la de mãe.
Durante aqueles dias em BH aconteceu a gravação do DVD Crianças Diante do Trono ao vivo, Para adorar ao Senhor, na praça da nossa igreja. Milhares de crianças assistiram, e Lucélia estava na platéia. Em nenhum momento ela subiu no palco, apesar de gostar muito de cantar e dançar, e hoje eu agradeço a Deus por isso, porque eu seria muito mal interpretada se desse a ela essa oportunidade. Acredito que a repórter da Veja, que conversou com a Lucélia lá em Goiânia, tenha entendido mal o ocorrido na gravação. Lucélia voltou para o Cevam muito empolgada com todas as experiências que teve em BH, e deve ter dito que participou de uma gravação comigo. Sim, ela e milhares de crianças, e o rosto dela não aparece em nenhum momento no DVD, que ainda nem foi lançado.
Aliás, sutilmente fomos acusados de estarmos nos aproveitando da menina, porém a repórter não mencionou que ela mesma se aproximou da Lucélia como uma amiga, entrando em contato diversas vezes para conversar de forma informal e oferecendo até mesmo o número do seu telefone para a garota desabafar. Todas as declarações citadas na matéria foram dadas por Lucélia à repórter na época em que ela esteve na Mabel, ou seja, antes do processo de adoção ser iniciado; o que mais uma vez comprova a ausência de uma apuração séria sobre um assunto tão delicado.
A promessa de que celebraríamos o seu aniversário em BH também foi deturpada pela revista, que a menciona como uma troca, como uma promessa feita depois da gravação do clipe. Quanta maldade. Acho que a repórter está muito acostumada a lidar com gente ruim, a noticiar coisas perversas, e seus óculos a fazem enxergar tudo assim, deturpado. Sobre a inexistência do tal clipe eu já expliquei, o que torna infundada a acusação de troca barata. O que aconteceu é que durante os primeiros 15 dias aqui, Lucélia participou de um aniversário e ficou maravilhada. Ela nunca havia tido uma festa para comemorar seu próprio aniversário, então a Zê prometeu que independente de onde fosse, BH ou Goiânia, ela providenciaria um bolo para celebrar a data. Sendo assim, fizemos o esforço para que ela viesse, a fim de realizarmos mais um de seus sonhos roubados pela infância sofrida. E fizemos sim, uma linda festa para ela, porque agora, Lucélia faz parte das nossas vidas, de nosso círculo de amigos, e está inserida em uma linda família que investe tempo, recursos, e muito amor para restaurar as feridas do seu passado.
Lucélia está estudando, na mesma escola onde meu filho estuda. No primeiro dia de aula ela voltou para casa gritando: "Virei gente! Virei gente!" e está se saindo muito bem, pois é muito inteligente. Em breve ela vai estudar música, dança, inglês, enfim, terá oportunidades maravilhosas que não teria de outra maneira. Sua nova família está comprometida a dar a ela o melhor, e nós, seus amigos, e várias pessoas que têm se movido para ajudar, estamos dispostos a investir no futuro da menina. Aliás, até mesmo em sua saúde precisamos auxiliar, pois os maus tratos provocaram algumas seqüelas que estamos crendo que serão solucionadas.
Sobre o passado? Às vezes ela fala uma coisa ou outra conosco, principalmente com a Zê, mas não "puxamos" este assunto. Quando isso acontece, depois de ouvir com carinho, agradecemos a Deus junto com ela porque o sofrimento acabou, e jamais cometeríamos o absurdo de culpá-la pelo que passou. E foi aí que a revista errou de novo. A matéria coloca a expressão "aqui ela foi tocada por Jesus", palavras que diz serem da Pra. Ezenete, com a frase que diz ser de Lucélia: "A culpada fui eu. Eu, que não estava tocada por Jesus". Pois quem dizia isto pra ela era a Sílvia, argumentando que a menina tinha demônio, justificando suas torturas. E com esse astuto jogo de palavras colocadas, fomos comparados, outra vez, com quem mais feriu Lucélia.
Decidi escrever aqui em nosso site para dar satisfação às pessoas que, com dignidade, desejarem nos ouvir quanto a essa infundada acusação. Peço apenas uma coisa. Deixem a menina viver sua nova vida em paz. Creio que todos os meios de comunicação já divulgaram a notícia de que agora ela tem uma nova família (apenas Veja parece que não sabia disso muito bem), e nosso desejo é não ter que lidar mais com esse assédio público. Enquanto isso, vamos nos consolando com o exemplo do próprio Jesus, que, curando os enfermos e fazendo o bem, foi chamado de maioral dos demônios, incompreendido por muitos de sua época. E é assim que vamos prosseguir, pois apesar de "pedradas", não podemos nos cansar de fazer o bem.
Ah, e só mais um recado - A dor de Lucélia tem hora pra acabar sim. Nós estamos fazendo a nossa parte, mas saibam que ao ver a reportagem, ela ficou desesperada e sofreu outra vez. Por favor, se vocês não querem ajudar, ao menos não atrapalhem.
Indignada, mas tranqüila, respaldada pela verdade, e respondendo como o Senhor ao ser incompreendido: "A sabedoria é justificada pelas suas obras",
Ana Paula Valadão Bessa
Fonte: Diantedotrono.com
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A revista veja desta semana publicou uma matéria sobre a menina Lucélia, acusando algumas pessoas de terem explorado o drama da menina, e colocou entre estes "exploradores" a líder do Diante do Trono, Ana Paula Valadão e a intercessora do ministério, Ezenete Rodrigues. Confira a matéria publicada por Veja.
Dor sem hora para acabar
Libertada de um apartamento onde era submetida a abusos e tortura, Lucélia virou ícone da luta contra a violência infantil mas continua sem uma família
Ana Beatriz MagnoINFÂNCIA COMPROMETIDA
Lucélia Rodrigues aguarda adoção em um abrigo para menores abandonados de Goiânia: medo de reencontrar a madrasta. (Foto por Ana Araujo)
Lucélia Rodrigues da Silva, 13 anos, mostra quatro buracos talhados com alicate nas laterais da língua, aperta as mãos suadas pelo nervosismo e fala sobre a marca do ferro de passar eternizada nas nádegas. A platéia de operários silencia. Um homem de macacão azul pergunta à menina sobre o futuro. A tutora da garota pega o microfone, conta que uma pop star gospel ficou comovida com o martírio da criança e revela que a empresária da artista vai adotá-la. Lucélia ri. Foi seu único sorriso na manhã da terça-feira 21 de outubro diante de um auditório apinhado de curiosos, na sede da fábrica de rosquinhas Mabel, em Aparecida de Goiânia. A firma é uma das maiores produtoras de biscoito do país. Tem 2 500 funcionários, fabrica toneladas de biscoito por dia e pertence ao deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), o mesmo que há três anos freqüentou o noticiário durante o escândalo do mensalão. A menina desconhece o passado do político. O político conhece o passado da menina. Enquanto Mabel se desdobrava para driblar as acusações de mensaleiro, Lucélia era brutalizada pelas mãos de uma empresária a quem sua mãe biológica a entregara em troca de algumas cestas básicas. Durante horas, ela respondeu às perguntas da platéia, revivendo os piores momentos de seu martírio. O que Lucélia fazia numa fábrica de biscoitos?
"Trouxe a garota para ela dar uma arejada", explica a pedagoga Maria Cecília Machado, diretora do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), mistura de pronto-socorro e esconderijo de vítimas de violência. Em março passado, a polícia libertou Lucélia de uma masmorra doméstica. Sílvia Calabresi Lima, a empresária que prometera encher a criança de amor, carinho e mimos, encheu o corpo de Lucélia de hematomas. Durante quinze meses, a empresária arrancou as unhas da menina no batente das portas, socou seus dentes, obrigou-a a comer baratas, ração e fezes de cachorro. "Ela dizia que era o meu remedinho e que era para eu tomar porque o diabo morava em mim", lembra a garota, encontrada pela polícia amordaçada e amarrada no teto de um cubículo. Sílvia está presa. Lucélia saiu do cativeiro para as páginas dos jornais, sensibilizou o país e virou uma espécie de celebridade – um ícone da luta contra a violência infantil. Tanto que, na convenção do PT que antecedeu as eleições municipais, em Goiânia, Lucélia estava lá, ao lado dos candidatos, vestida com uma camisa do partido, festejada como "companheira" Lucélia. Mas o que Lucélia fazia num comício?ABUSO EM SÉRIE
A menina narra seu sofrimento a uma platéia de operários e participa de um comício do PT. (Fotos por Ana Araujo e Sergio de Pinho/DM)
O juiz da Infância de Goiânia, Maurício Porfírio Rosa, mandou abrir uma sindicância para saber como e por que a menina, sob a guarda e a responsabilidade do estado, deixou o abrigo e faltou à escola para participar de uma reunião política. Maria das Dores Dolly, que trabalha há cinco anos no Cevam, autora de vários projetos sociais reconhecidos e premiados, explica: "De fato, levei Lucélia ao encontro. Foi uma mancada. A gente passou rapidamente pela convenção. Entregaram uma camiseta a ela, e ela vestiu. Dei bobeira". O Cevam – uma organização não-governamental sem fins lucrativos que acolhe setenta crianças, mulheres e adolescentes vítimas de violência – é uma referência no estado. "O mais importante agora é que temos de encontrar uma família para Lucélia. Ela não pode mais ficar aqui. Sete meses é muito tempo. Abrigo não é casa", completa. Lucélia, ainda assim, acredita que sua história está perto de produzir um capítulo feliz. Em agosto, a pastora e cantora evangélica Ana Paula Valadão, 32 anos, estrela de shows gospel, estava em Goiânia, soube do caso da menina e pediu para conhecê-la. Com autorização da Justiça, Lucélia foi levada a Belo Horizonte, cidade-sede da Igreja Batista da Lagoinha, fundada pelo pai de Ana Paula. A garota voltou de lá convencida de que, finalmente, encontrara um lar.
"Ao abraçar aquela menina eu não queria mais soltar. Foram momentos tão preciosos para mim, tocando alguém que já sofreu tanto, ministrando o amor de Jesus ao seu coraçãozinho. Ali, pudemos orar por ela, pois há muito a curar em sua alma. Cremos realmente que o Senhor a libertou", escreveu depois Ana Paula em seu blog. "Vou ter uma família", planeja Lucélia, enquanto cantarola o Rap da Família, uma das composições musicais da pastora Ana Paula – "Que bom é ter uma família/ família abençoada por Deus/ Papai, mamãe e filhos todos sempre unidos buscando a Deus". Em sua passagem pela capital mineira, a menina ficou hospedada na casa de Ezenete Rodrigues, também pastora e principal assessora da cantora gospel. "Ela disse para mim que ia me adotar. Eu me converti em Jesus. Preciso corrigir meu gênio", diz a garota. A promessa de adoção, ao que parece, não é tão certa assim – e nem poderia, já que existe um longo caminho judicial antes de o processo começar. "Se eu pudesse, adotaria todas as crianças sofridas do mundo", desconversa Ezenete. O que então Lucélia foi fazer em uma igreja de Belo Horizonte?ESTRELA GOSPEL
A pastora Ana Valadão passou uma temporada com Lucélia: por enquanto, apenas para gravar um clipe. (Foto por Lailson Santos)
"Aqui, ela foi tocada por Jesus e conheceu nosso trabalho religioso", explicou Ezenete. A pastora Ana Paula colocou em seu site uma foto sua abraçando Lucélia e gravou um clipe gospel com a participação da menina, que será lançado em breve. "Aqui em Goiânia é muito difícil esquecer. Tenho medo de encontrar Sílvia. Fico pensando nisso o tempo todo. A dor não sai de dentro de mim. Por isso, eu queria muito ir para Belo Horizonte. Queria ser pastora. Queria ser outra pessoa", diz a garota, já crente de que sua tragédia não é fruto apenas da perversão humana dos adultos. "A culpada fui eu. Eu, que não estava tocada por Jesus." No abrigo, Lucélia recebe visitas, presentes, mensagens de solidariedade, mas, ao menos oficialmente, ninguém ainda se dispôs a adotar a menina. Na semana passada, o juiz Maurício Rosa autorizou Lucélia a comemorar seu aniversário de 13 anos em companhia das pastoras evangélicas mineiras. Foi uma promessa feita a ela depois da gravação do clipe. Outra notícia boa é que a Justiça condenou a madrasta torturadora a pagar uma indenização de 300.000 reais à garota. Coincidência ou não, os pais de Lucélia, aqueles que a trocaram por comida, já se candidataram a receber a filha de volta. "Essa menina viveu vários ciclos de abandono. Foi abandonada pela mãe. Tinha uma expectativa com a madrasta e de novo foi abandonada. Depois que ela foi libertada do cativeiro, a sociedade também a abandonou. E agora, caso essa perspectiva de adoção não se confirme, há um enorme risco de frustração, e mais uma vez ela pode reviver o abandono", diz a psicóloga Ivânia Ghesti-Galvão, doutora pela Universidade de Brasília.
Fonte: Veja
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A Pra. Ezenete Rodrigues é líder da Intercessão do Ministério Diante do Trono e também pastoreia o Ministério de Intercessão da Igreja Batista da Lagoinha. Ela apareceu ontem no noticiário do Fala Brasil, da Rede Record, e no Jornal da Alterosa, da TV Alterosa (filiada do SBT em Minas Gerais) com a garota que sofreu maus tratos, Lucélia.
Ela está com a guarda provisória de Lucélia até janeiro, quando o juiz decidirá se a adoção será definitiva.
Neste primeiro vídeo, Ezenete aparece na última reportagem do bloco apresentado no vídeo abaixo, com Lucélia no colo.
Veja o segundo vídeo, do Jornal da Alterosa:
Lucélia foi submetida a maus-tratos pela empresária de Goiânia Silvia Calabresi,como queimaduras de ferro de passar roupa e aperto na língua com alicate. Com freqüência ficava amarrada na área de serviço do apartamento da empresária e era obrigada a comer excremento de cachorro.
Amenidades da Cristandade
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Cantora quer guarda de Lucélia
A cantora evangélica Ana Paula Valadão, depois de um encontro com a adolescente Lucélia Rodrigues, 12, em Minas Gerais, manifestou interesse de ter a guarda da jovem. Lucélia foi vítima de tortura e maus-tratos praticados por Silvia Calabresi e Vanice Novais. A informação é da diretora do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Maria Cecília.
Ela revelou que a cantora teria lido uma reportagem no jornal Correio Braziliense sobre a garota e ficou comovida. Por meio de uma voluntária do Cevam, Ana Paula convidou Lucélia para participar de encontro de jovens em Belo Horizonte, no mês passado. Cecília contou que a cantora entraria em contato com o juiz este mês, para oficializar pedido.
O juiz Maurício Porfírio, do Juizado da Infância e da Juventude, disse, na tarde de ontem, que ainda não decidiu sobre quem ficará com a guarda da menina e que ainda ninguém entrou em contato oficializando o pedido. Só o pai e a mãe de Lucélia manifestaram interesse. “Ainda não há nada decidido. Não podemos errar na escolha da guarda”, enfatiza.
Fonte: Diário da Manhã
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