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A Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão da Secretaria Municipal de Participação e Parceria de São Paulo, deve receber em 2009 quase R$ 1 milhão para colocar em prática seus projetos, incluída aí a verba para a realização dos eventos da Parada de São Paulo (14 de junho). A confirmação do dinheiro foi publicada no Diário Oficial do Município de São Paulo no último sábado, 7, mas ainda não é hora de comemorar porque todo o orçamento da prefeitura paulistana está congelado devido à crise mundial.

No total, serão destinados à Coordenadoria R$ 936.202. R$ 350 mil são provenientes de uma emenda parlamentar ao orçamento deste ano feita em 2008 pela então vereadora Soninha Francine (PPS), conquistada depois de conversas entre os vereadores paulistanos e o ex-coordenador do órgão, Cássio Rodrigo. Com a emenda, o recurso deixa de sair dos caixas da Cads, deixando seu orçamento mais aliviado – antiga reivindicação dela.

Uma dúvida, pertinente, de muita gente é como serão gastos esses R$ 350 mil. Coordenador da Cads, Franco Reinaudo explica que o dinheiro é repassado para a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), responsável por realizar os eventos, em forma de infra-estrutura, ou seja, a entidade lista suas demandas para a Cads, que, por sua vez, proporciona a infra-estrutura.

Entram aí gastos com a instalação de banheiros químicos, palco, som, cones de trânsito, grades de proteção, material de divulgação, alimentação de policiais e guardas municipais e mais uma infinidade de coisas necessárias para que a caminhada e os eventos que a circundam corram bem. “Assim fica claro que não tem como a Associação colocar a mão no dinheiro público, como dizem, só se colocarem um banheiro químico na bolsa, eles não recebem dinheiro vivo”, esclareceu Franco ao Mix.

Os R$ 586.202 restantes serão aplicados na execução dos projetos desenvolvidos pela Cads. “Dá para fazer muita coisa, para quem não tinha nada antes é bastante”, considera Franco. Esses projetos são divididos em duas linhas de prioridade, sendo que a primeira diz respeito à capacitação, educação e sensibilização dentro da própria prefeitura e de seus alcances como nas escolas municipais e no preparo dos aparelhos turísticos da SP Tur, órgão oficial de turismo paulistano.

A segunda linha de prioridade, não menos importante, é a rede de proteção dos atendidos pela Cads, que envolve as ações do Centro de Combate à Homofobia e do Centro de Referência da Diversidade, ligado à Secretaria de Assistência Social, e realizações como o POT especialmente voltado para LGBT. Tudo isso, é bom deixar claro, ainda depende do descongelamento do orçamento municipal. Franco esclarece que a falta do repasse das verbas afeta atualmente todas as secretarias municipais. Os recursos estão sendo liberados aos poucos, conforme a necessidade de cada um.

O que vem por aí…

Para este ano, a Praça Benedito Calixto, point gay aos sábados no bairro de Pinheiros, vai contar com um espaço especialmente reservado para que travestis exponham seus produtos para serem comercializados - e não precisem mais serem elas mesmas a mercadoria à venda. Os produtos serão produzidos sempre tendo algo que os identifique como frutos desse projeto “para agregar mais valor à mercadoria”.

Além disso, o coordenador revelou que a Cads está em conversação com a Universidade de São Paulo (USP) para juntas criarem um espaço que deve abrigar publicações, trabalhos, fotos e demais materiais documentais sobre LGBT. Um domínio virtual também está sendo estudado. “A ideia é criar uma memória mesmo, ter um banco de dados que possa ser pesquisado”, explica.

Fonte: UOL, via veSHAME gospel

Por Amenidades da Cristandade

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2 comentários

Anônimo disse... @ 23 de março de 2009 13:25

Olha só o que esse prefeito Gilberto Kassab tem feito, ja fechou 47 de Igrejas e disse que fechará mais templos, e agora dá para parada gay esse dinheiro 1 milhão de reais. Tô começando a acreditar no que me disseram que ele é Satanista.

Pr. Sérgio disse... @ 17 de abril de 2009 23:54

Se o Kassab (ou qualquer outro prefeito do Brasil, ou o próprio Presidente da República) quiser dar o dele (refiro-me ao dinheiro), então tudo bem. Mas esse dinheiro é dinheiro dos IMPOSTOS, é dinheiro PÚBLICO!!! Por algum acaso perguntaram ao PÚBLICO, ao POVO, ao CONTRIBUINTE (especialmente o contribuinte evangélico e heterossexual; ou de outras religiões que também não aceitam o homossexualismo) se concorda com essa estupidez? Querem fazer uma "parada", uma festa? Querem soltar a franga em público? Pois que façam às suas próprias custas, ora bolas!!! Desde quando a Igreja Católica recebe dinheiro público para fazer as suas procissões? Quando foi que as Igrejas evangélicas recorreram aos cofres públicos para custearem os seus eventos? Quanto de dinheiro público as demais entidades religiosas recebem para as suas realizações? Já não bastam as fortunas entregues todos os anos para as escolas de samba, SEM O NOSSO CONSENTIMENTO? E as milhares de camisinhas entregues todos os anos, para que essa juventude promíscua se prostitua à vontade, SEM QUE SEJAMOS CONSULTADOS, OU QUE AUTORIZEMOS O PAGAMENTO DESSA DEPRAVAÇÃO E SEM-VERGONHICE? O que virá no futuro? Seremos obrigados, talvez, a custear a compra de drogas para os viciados? É bem provável até que, justamente neste instante, algum parlamentar medíocre e estúpido já esteja planejando algo parecido, para tentar uma futura reeleição. E vai conseguir que o "espírito corporativista", que eu chamo mais apropriadamente de "espírito de porco", envie mais um "desprojeto" em votação no senado. E haja roubalheira...e haja purpurina na parada gay...e haja fumacê!!!

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